quarta-feira, 8 de abril de 2009

segunda-feira, 6 de abril de 2009


16 de fevereiro de 2008

Quero sentir muito mais que isso. Quero falar outros idiomas, porque meu inglês não se sustenta. Já comecei a aprender francês e alemão e fiquei apenas no começo. Só me lembro de comme ça va e ich liebe sie. Sou ansioso e muito inquieto. Quero tudo na mesma hora. Quero resolver todos os problemas, assim, ao mesmo tempo. Depois que os resolvo fica um vazio, novamente uma inquietação, e benzadeus, outro problema. Não consigo viver sem, não consigo viver sem me preocupar. Quero assistir todos os filmes que comprei e que estão na minha prateleira. Só compro filme que eu já tenha visto um dia, mas raramente eu os revejo. Quero ler mais literatura brasileira. Vergonhoso nunca ter lido Machado com mais afinco. Comecei Clarice e ainda estou capenga nas primeiras páginas. Quero terminar minha faculdade e começar meu mestrado. Ainda não defini o que fazer, mas quero morar em Nova Iorque. Quero viajar mais. Quero conhecer outros cantores. Gosto de fruttare de coco, apesar de ultimamente ter comido mais porque quero achar o ipod no palito. Adoro doce, mas quando como fico logo enjoado. Adoro frutos do mar, menos marisco, porque acho nojento quando limpam o bicho. Tiram uma parada preta que parece cocô, acho que é. Adoro camarão, mas sem casca. Se sinto um pedacinho que seja me dá vontade de cuspir fora. Detesto cebola. Detesto pimentão.Não gosto de emprestar livro nem dvd, é melhor nem me pedir. Gosto de falar ao telefone e de entrar no orkut dos outros. De ver recado e scrap alheio. Fico extremamente irritado quando aparece aquela mensagem dizendo que o conteudo foi definido como particular pelo dono, proibindo a sua visita. Queria morar na Urca e ter uns três dachshunds.Não trabalhar nunca nos finais de semana e nem nos feriados. De conseguir ir a São Paulo pelo menos uma vez por semestre. O ideal seria de três em três meses. De gostar de fazer exercício físico. De ter tempo para voltar a fazer natação. De reunir os amigos toda semana. De aprender a tocar um instrumento, piano ou violino. Não gosto de arrumar guarda-roupa. As roupas podiam sair da corda já passadas. Não gosto de cozinhar só para mim.Queria comer fora todos os dias. Queria não ser fresco com comida e comer de tudo, desde comida indiana e árabe até comida nordestina. Quero comprar um aquário de alga salgada e colocar um monte de peixinhos. Gosto de família, queria que eles morassem comigo numa casa bem enorme. Gosto de Natal, mas detesto ano novo. Gosto de cinema e quero ver todos os filmes ao mesmo tempo. Queria voltar a atuar, mas não tenho paciência com atores. Quero continuar a escrever, mas sinto minha cabeça pesar e doer e a memória fugir. Exercício diário, pontual. Tenho dores nas costas por causa da minha postura e não gosto de água gelada, mas, ultimamente, não tenho tomado banho com água quente, dizem que é melhor para a saúde água fria. Detesto barata e isso é coisa de família. Não mato barata. Fico travado diante de uma, e não sei como agir. Quero acordar mais cedo. Dormir mais cedo. Voltar a caminhar aos domingos, fazer novos amigos e amar mais os atuais. Gosto de comprar tudo parcelado, mesmo que eu tenha o dinheiro para comprar a vista. Gosto de cartões de crédito. Sempre estão me ligando e oferendo um novo, ou aumentando meu limite. Gosto de presentear os amigos com livros. Tinha um tempo que o Rilke era um clássico, agora tento ver o que realmente tem a ver com o presenteado. Adoro o Rilke e gostaria que todos lessem, por isso que sempre dou de presente. Gosto de tênis, sempre quero comprar um novo. Gosto de apelidos carinhosos, apensar de o único que pegou mesmo foi na escola quando me chamavam de choquito, por causa das minhas espinhas. Eu detestava. Gosto de ter saudades. E de chorar. E de escrever coisas bonitas para pessoas queridas. Não consigo sossegar enquanto não consigo me lembrar o que certos cheiros me lembram. Cheiro que me lembra praia com chuva, cheiro que me lembra pequenas cenas, pequenos detalhes...
Gosto de tanta coisa. Quero tanta coisa, quero sentir muito mais que isso.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Estava pensando em mudanças. Em revelações. Em iluminações. Joaninha possui asas. Elas são pequenas, como seu corpo, mas batem freneticamente. Joaninha, você consegue voar. E são bichinhos preciosos. Faz tempo que não vejo joaninhas. Me lembro que quando eu era criança eu cuidava de algumas como meus bichinhos de estimação. Ela voava. Parava na minha mão e fazia cosquinha. Durante alguns segundos, no máximo um minuto somente, ela era minha. Joaninha. Elas são raras. Estava hoje pensando em mudanças, em revelações, em iluminções. Um imã em minha geladeira me faz lembrar sempre disso: "tudo está em mudar" (Colette). Não sei que diabos é ou foi Colette, mas sempre detestei essa frase, carregado de um temor infundado, provocado por uma coisa que não sei. Talvez um lance espiritual, sei lá. Mudar sempre veio acompanhado de unhas roídas e desespero latente. Essa frase nunca me convenceu. Mas hoje estava pensando em...nessa tríade que sempre me deixou de cabelos em pé, e, de fato, começo a pensar de forma positiva. Mudar-se, revela-se, iluminar-se. E também, permitir-se. Esse último como uma espécie de D'Artagnan...sim, afinal ele também é um dos mosqueteiros!
Permitir, mudar, revelar, iluminar...
Necessariamente nessa ordem!

quarta-feira, 11 de março de 2009

*Ela:

Quero que você seja como você é. E do jeito que você seja, seja o jeito que eu sou. Seja assim, como você costuma agir. E eu, não serei nada mais além de mim. Serei eu, em toda a minha perfeição e imperfeição, passionalidade e impaciência. Comunhemos isso. Seremos dois em um. Ontem tudo pareceu perdido e eu escrevi isso para você, na esperança de encontrar o que eu não sabia. Me apaixono a cada dia com a possibilidade de me apaixonar novamente. Desse jeito seu, só seu. Da sua voz calma, tranquila. Do seu jeito engraçado de falar com suas maozinhas.De olhar no olho de forma doce e eu perceber seus olhos de azeitona.É isso! Quero que você seja como você é. Sem falsificar nada. Sem esconder nada. Porque no futuro é muito mais estranho descobrir aquilo que ficou oculto, mesmo num sentimento sincero, feliz.
Quero que você venha me buscar e me leve para onde você quiser. Mas agora não dá. Tenho pilhas de trabalho e a noite fica muito tarde pra você. Amanhã você precisa levantar muito cedo. Enfim, paciência. Mas queria te conhecer melhor, e isso aqui tá muito pequeno diante tanta aflição e ansiedade. Mas eu sou assim, não adianta. Irei honrar nosso compromisso. Serei sempre eu, e irei expor todas as minhas mazelas. Juro que deixaria tudo como está. Juro que iria agora, com a roupa do corpo, nem fecharia as portas, nem apagaria as luzes. Iria onde você estivesse, mesmo que fosse preciso atravessar a cidade alagada, mesmo que fosse preciso pegar a ponte aérea. Atravessar pontes, lodos, dunas e areia movediça.

(começa a sair fumaça branca do teto. ela começa a falar tudo mais rápido)

Ficaria aqui te escrevendo toda uma poética, mas nesse caso não é possível te entender, nos entender, através de todo um sentimento normativo. Sei que agora me sinto diferente.Não é uma febre, uma dor de cabeça, ou cãimbra em todas as partes do meu corpo. É tudo isso junto e um monte de coisa que não sei o que é.
Ainda é cedo para amanhã. Prometi te ligar. Quero que o amanhã chegue, tempo. Quero dormir para o amanhã chegar logo. E dormir e sonhar e lembrar e profetizar tudo aquilo que acredito que seja do nosso domínio, do nosso direito. Quero tudo aquilo que esteja em meus sonhos, por mais surrealistas que sejam. Quero ser clichê, melosa, idiota, metida a poeta. Quero ser eu, em todas as minhas instâncias.

(ela adormece. cai a luz)

*(Rafael e/ou Joana)

segunda-feira, 9 de março de 2009

quinta-feira, 5 de março de 2009

Comecei escrevendo que gostaria de recomeçar tudo e corrigir o que foi construído errado. Segundos depois apaguei. E refutei a minha própria idéia. Não. Nada pode ser reparado. Tudo foi como deveria ser. Seguindo a rotação do tempo. Seguindo a translação das horas. Cada ponto. Cada vírgula. Cada exclamação. Foram tantas durante todos esses meses. Aleluia pelas palavras construídas de forma cuidadosa, arrependimento por coisas ditas sem pensar. Quero fazer de cada dia um novo dia. Descobrir uma faceta. Descobrir novos significados, novos sinônimos para essa palavra..amor. E com isso redimensionar a minha crença, que anda descrente no meio desse turbilhão de sentimento.
Vamos falar de: sentido!
Falar do passado.
Falar do que está fadado.
Falar de tantas coisas,
mas que no fundo só faz recordar, reviver.
Falar de coisas que tento esquecer.
Esquecer, sem esquecer...entende?
Esquecer para depois poder lembrar...
é um tanto confuso, mas acredito que você me entende.